segunda-feira, 26 de maio de 2014

Tema: A escada do saberes


 
- Mito – O mito é uma forma de narrativa que não explica racionalmente a origem das coisas e a realidade, pois utiliza lendas e histórias sagradas para interpretá-las. É Dito como verdade por causa da pessoa que a relata, um poeta escolhido pelos deuses, que lhe dirige a partir de visões sobre o passado que permite que a origem das coisas seja desvendada. 
Após algum tempo, as pessoas passaram a questionar a veracidade dos mitos contados pelos poetas, pois conseguiram perceber que as explicações dadas sobre a origem de todas as coisas eram contraditórias e limitadas. Para a percepção das contradições e limites, contaram com algumas condições: 
Os gregos realizaram algumas viagens marítimas e perceberam que os locais habitados por deuses, heróis, titãs e outros seres mitológicos, como dizia o mito, eram povoados na verdade por outros seres humanos; 
Os gregos conseguiram calcular o tempo inventando o calendário como forma de prever frio, calor, sol, chuva, seca e outros fatores climáticos que antes acreditavam ser alterados pelos deuses; 
Também inventaram a moeda para realizarem trocas abstratas sem a necessidade de trocar uma mercadoria por outra; inventaram a escrita alfabética para firmar com mais clareza assuntos que antes eram firmados verbalmente; inventaram a política para que cada pessoa pudesse expor seus pensamentos; 
Por último, o surgimento da vida urbana que favoreceu o artesanato, o comércio e o nascimento de classes de comerciantes. 
A filosofia dessa forma surge para explicar racionalmente a origem e as transformações que ocorrem. Inicialmente, os filósofos acreditavam que tudo o que havia era originado a partir da natureza “physis”
 
RESUMO Uma breve exploração da relação entre a Filosofia e a Religião, em particular os conceitos de Heidegger.
Palavras-chave: Filosofia, teologia, religião, Deus, onto-teo-logia.
Introdução:A relação histórica entre a filosofia e a religião é conturbada. No presente texto apresento uma breve exploração dessa relação culminando no pensamento heideggiano que trouxe uma nova interpretação propondo uma fusão onto-teo-logica marcando a superação da metafísica tradicional, histórica.
Filosofia, o pensar racional do mundo, nasceu do afastamento das academias gregas da crença nos deuses mitológicos. A busca de entender o mundo pela razão sem o recurso do misterioso e a possibilidade de designar o inexplicável à vontade dos deuses marcou o início de um diálogo, que por vezes transformou se em guerra acirrada, entre a fé e a razão!  Desde a antiguidade o pendulo do pensamento filosófico, ora destaca a religiosidade (teísmo) ora o secularismo (ateísmo), em cada era ele reflete a caminhada do homem na busca pelo conhecimento de si mesmo e do mundo em que vive, e incluído nessa caminhada é a busca do homem para um Deus, qualquer que seja seu nome.
 
A pesar da critica dos deuses, o conceito de um Deus (um ser supremo etranscendental) está presente na filosofia antiga, notavelmente no pensamento aristotélico. Na obra Metafísica, o filósofo desenvolve o pensamento a cerca do primeiro motor, para ele “o motor imóvel, quer dizer, Deus, ou o ato puro que é a causa de toda mudança e de todo devir no mundo, mas sem estar ele próprio sujeito à mudança” (Metafísica III, 8)[1]
O pensamento da Idade Média é marcado pelo surgimento dos “monoteísmos e encontro com a filosofia grega” [2]. A Europa ocidental, onde o cristianismo dominou desde os dias do império romano, foi o palco do diálogo entre a teologia e a filosofia marcado pelo neo-platoniso, a filosofia sendo considerada pelos Padres da Igreja como a serva da teologia.  Esse encontro resultou numa verdadeira fusão entre a filosofia e a teologia cristã, sacramentada nas obras das Escolásticas, principalmente São Tomas de Aquino. O Ser Supremo de Aristóteles tomou a roupagem do Deus do cristianismo.
A modernidade foi marcada pela secularização e um novo distanciamento entre pensamento filosófico e a teologia. A razão e a fé mais uma vez ocuparam espaços distintos e o Deus da filosofia não é mais o Deus divino, objeto de adoração de culto do cristianismo, judaísmo ou islamismo, “é a causa como causa sui. [...] A este Deus não pode o homem nem rezar nem sacrificar.” (Os Pensadores – Heidegger – 1999, p.199).
   Uma nova metafísica!
Hegel faz uma afirmação sobre a relação entre a Filosofia e a Religião capaz de fazer os filósofos modernos virarem em seus túmulos, ele chega a declarar que a filosofia e a teologia são a mesma coisa, ele considera a filosofia como “teologia racional” – “Deus é o princípio de todas as coisas e o fim de todas as coisas; (tudo) inicia em Deus e retorna para Deus. Deus é um e o único objeto da filosofia [...] Assim, filosofia é teologia”.  O desenvolvimento do conceito da aproximação da filosofia e teologia é encontrado no pensamento do Heidegger.  De acordo com Heidegger, a filosofia e a religião em comum com as artes, buscam por caminhos diferentes “as causas últimas” [3], ou seja, tem a mesma finalidade.
A filosofia, como a arte e a religião, é afazer humano-além humano de primeira e última importância. [...] a filosofia situa-se necessariamente no esplendor da beleza e no liminar do sagrado (Heidegger- 1930).[4]
Na primeira etapa de sua vida profissional, principalmente no livro “Ser e Tempo” Heidegger aparenta ateísmo, no segundo período o conceito é outro, como enuncia Reginaldo José dos Santos Júnior.[5]
Se a leitura de Ser e Tempopossibilitava uma interpretação de Heidegger como um ateu, ou como indiferente à questão de Deus, neste segundo período as suas obras possibilitam outra interpretação. Nesses textos, parece ser possível afirmar que Heidegger não nega a existência de Deus, nem tampouco lhe é indiferente. (p.2)
Heidegger de fato entende que o pensamento filosófico desde Platão nada mais é de que uma onto-teo-logia a busca pelo Deus, o fundamento de todas as coisas, seja esse Deus o primeiro motor imóvel de Aristóteles, acausa sui do Kant ou até os humanistas em cujo pensamento o ser humano toma o lugar de Deus. O pensamento heideggiano afasta da filosofia o Deus cristão que dominava a filosofia na Idade Medieval e moral cristã que permeavam o pensamento filosófico da modernidade, mesmo nas obras de filósofos que negavam e propõe um retorno à busca pelo “ser”.
Conturbada, colorida e viva a relação entre a Filosofia e a Religião oscila entre o amor e o ódio, o respeito e desprezo, cada época determinando a natureza do “Deus”, cada geração na busca da “causa última” para dar sentido à vida
 
Arte com filosofia
 arte e' uma das formas que o homem encontrou para filosofar com seus sentimentos. Uma obra é arte se, E só se, exprime sentimentos e emoções do artista.  A filosofia da arte é, por sua vez, formada por um conjunto de problemas acerca da arte, para a resolução dos quais concorrem diferentes teorias. 
São também as teorias mais antigas e que, embora com um menor poder explicativo, gozam de uma popularidade assinalável. 
"Alberto Caeiro, um dos heterônimos do poeta Fernando Pessoa, leva-nos ao âmago da arte quando escreve: 

O meu olhar é nítido como um girassol. 
Tenho o costume de andar pelas estradas 
Olhando para a direita e para a esquerda, 
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento 
É aquilo que nunca antes eu tinha visto, 
E eu sei dar por isso muito bem… 
Sei ter o pasmo essencial 
Que tem uma criança se, ao nascer, 
Reparasse que nascera deveras… 
Sinto-me nascido a cada momento 
Para a eterna novidade do Mundo. 
 
                                   Arte e Filosofia 

Do ponto de vista da Filosofia, podemos falar em dois grandes momentos de teorização da arte. No primeiro, inaugurado por Platão e Aristóteles, a Filosofia trata as artes sob a forma da poética; no segundo, a partir do século XVIII, sob a forma da estética. 
 Arte poética é o nome de uma obra aristotélica sobre as artes da fala e da escrita, do canto e da dança: a poesia e o teatro (tragédia e comédia). 
 A palavra poética é a tradução para poiesis, portanto, para fabricação. A arte poética estuda as obras de arte como fabricação de seres e gestos artificiais, isto é, produzidos pelos seres humanos. 
Estética é a tradução da palavra grega aesthesis, que significa conhecimento sensorial, experiência, sensibilidade.
 Foi empregada para referir-se às artes, pela primeira vez, pelo alemão Baumgarten, por volta de 1750. Em seu uso inicial, referia-se ao estudo das obras de arte enquanto criações da sensibilidade, tendo como finalidade o belo. Pouco a pouco, substituiu a noção de arte poética e passou a designar toda investigação filosófica que tenha por objeto as artes ou uma arte. 

Do lado do artista e da obra, busca-se a realização da beleza; do lado do espectador e receptor, busca-se a reação sob a forma do juízo de gosto, do bom-gosto.
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                   -Senso Comum-
 O que é Senso Comum:
Senso comum significa um tipo de conhecimento adquirido pelo homem a partir de experiências, vivências e observação do mundo. É uma forma de conhecimento vulgar ou popular. Se caracteriza por conhecimentos empíricos acumulados ao longo da vida e passados de geração em geração.É um saber que não se baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo de assimilar informações e conhecimentos úteis no cotidiano.O senso comum é uma herança cultural que tem a função de orientar a sobrevivência humana nos mais variados aspectos. Através do senso comum uma criança aprende o que é o perigo e a segurança, o que pode e o que não pode comer, o que é justo e o que é injusto, o bem e o mal, e outras normas de vida que vão direcionar o seu modo de agir e pensar, as suas atitudes e decisões. Também faz parte do senso comum os conselhos e ditos populares que são tidos como verdades e seguidos pelo povo. Por exemplo: “Deve-se cortar os cabelos na lua crescente para que cresçam mais rápido”.
Senso comum e senso crítico
Enquanto o senso comum está associado ao conhecimento irrefletido, o senso crítico é baseado na crítica, na reflexão, na pesquisa e no pensamento. As informações são analisadas com inteligência para se tentar chegar a uma conclusão.
Filosofia-
 


 
O que é a filosofia?


Olhos sempre despertos, a coruja é o símbolo da filosofia

A filosofia surge na Grécia Antiga como uma atividade especial do homem sábio, o amigo do saber (filo + sophia = amor à sabedoria). Desde então inúmeras foram as tentativas de definir exatamente o que procura e o que faz um filósofo. Todos reconhecem a sua importância e a imensa utilidade, são porém imprecisos e divergem em relação a determinar qual a sua verdadeira ciência. Aristóteles, discípulo de Platão e fundador do Liceu, uma escola voltada para o saber e a ciência que ele instalou em Atenas no século IV a.C., fez uma das mais claras exposições sobre as qualidades da filosofia.
O filósofo é um conhecedor
 
 
 
 
Aristóteles contemplando o busto de Homero

A principal característica que Aristóteles vê num filósofo é que ele não é um especialista. O sophós, o sábio, é um conhecedor de todas as coisas sem possuir uma ciência específica. O seu olhar derrama-se pelo mundo, sua curiosidade insaciável o faz investigar tanto os mistérios do cosmo e da physis, a natureza, como as que dizem respeito ao homem e à sociedade. No fundo, o filósofo é um desvelador, alguém que afasta o véu daquilo que está a encobrir os nossos olhos e procura mostrar os objetos na sua forma e posição original, agindo como alguém que encontra uma estátua jogada no fundo do mar coberta de musgo e algas, e gradativamente, afastando-as uma a uma, vem a revelar-nos a sua bela forma e esplendor (a verdade entre os gregos está associada ao belo).
O que vem a ser um sábio?

 


Heráclito,dito  o obscuro

O que distingue o sábio é que ele tem o conhecimento das coisas mais difíceis. Entender que o fogo queima ou que a chuva molha é algo comum a qualquer um pois sentir, ter sensações, é algo universal entre os homens, mas possuir as noções mais exatas das causas últimas e ser capaz de dar conta delas, transmitindo-as pelo ensino, esse sim é um apanágio, uma virtude do homem sábio. Ele também se distingue do teólogo na medida em que o seu objetivo e atingir a verdade e não forjar um dogma (algo que não se pode discutir ou questionar)
Em seguida, em decorrência lógica do que foi dito, a filosofia para Aristóteles é, por assim dizer, a mãe de todas as ciências, porque ninguém impõe critérios a ela. Ao contrário, se existem regras, se existem parâmetros para chegar a algo específico, é a filosofia quem os estabelece, pois é do dedutivo, do geral, que partem as linhas orientadoras que guiam a mente do homem em direção a um determinado conhecimento.



Ciências
A filosofia da ciência é a disciplina filosófica que estuda criticamente os fundamentos da ciência em geral ou de uma dassuas disciplinas em particular. É difícil afirmar, de maneira geral, quando surge com exatidão a filosofia da ciência,  queé uma disciplina que, embora de modo implícito, parece ter percorrido todo o caminho da própria filosofia desde o períodogrego, altura em que os filósofos foram frequentemente cientistas, quer dizer, estudiosos da natureza. Mas,restritamente, a filosofia da ciência parece ser bem recente, podendo ser situável a partir do kantismo. Como éevidente, esta catalogação  pode ser entendida de modo provisório, pois que facilmente poderemos encontrarreflexões sobre a ciência, esparsas aqui e ali, ao longo da nossa história ocidental.
Se a ciência é aquela disciplina que procura, em primeiro lugar, explicar a natureza e o seu proceder e, em segundolugar, manipular os conhecimentos derivados dessa explicação para obter determinados resultados; se a ciência é estadisciplina teórica e prática, subdivisível num crescente número de outras disciplinas particulares, a filosofia da ciência éaquela disciplina que se debruça sobre o problema do conhecimento adquirido por ela, sobretudo hoje que a verdadecientífica é tão provisória - a este aspeto se chama epistemologia.
 ainda uma outra função da filosofia da ciência neste domínio e que diz respeito à busca de uma estrutura global quenos  a explicação das leis do universo no seu todo. Esta tarefa parece gradualmente mais difícil, depois dos esforçosdo final o séc. XIX e início do séc. XX, pois surgiram tantas disciplinas novas, em áreas tão específicas que parecedifícil, cada vez mais, a ambição de um Edgar Morin, por exemplo, ao pretender a sistematização unificante de todos osconhecimentos das diferentes ciências. A filosofia da ciência tem ainda como preocupação o estudo do método dasciências e suas virtualidades.
Resta-nos referir a posição de Leonardo Coimbra, o fundador da primeira Faculdade de Letras do Porto, um dos filósofosque melhor dominava os conhecimentos das ciências, mesmo a nível internacional, que afirmava que à filosofia cabia opapel de unificação dos saberes dessas ciências,  que cada saber específico tende a fechar-se em si próprio, podendoentão a filosofia desempenhar  uma função essencial, desde que não esteja subordinada e dependente da ciência.
 
Obs: alguns texto serão encontrado em outros sites,separados, pois foram pegos para fazer trabalho de escola. Não lembro quais foram os sites. Obrigado pela atenção 
 

 

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