- Mito – O mito é uma forma de narrativa que não explica
racionalmente a origem das coisas e a realidade, pois utiliza lendas e
histórias sagradas para interpretá-las. É Dito como verdade por causa da pessoa
que a relata, um poeta escolhido pelos deuses, que lhe dirige a partir de
visões sobre o passado que permite que a origem das coisas seja desvendada.
Após algum tempo, as pessoas passaram a questionar a veracidade dos mitos contados pelos poetas, pois conseguiram perceber que as explicações dadas sobre a origem de todas as coisas eram contraditórias e limitadas. Para a percepção das contradições e limites, contaram com algumas condições:
Os gregos realizaram algumas viagens marítimas e perceberam que os locais habitados por deuses, heróis, titãs e outros seres mitológicos, como dizia o mito, eram povoados na verdade por outros seres humanos;
Os gregos conseguiram calcular o tempo inventando o calendário como forma de prever frio, calor, sol, chuva, seca e outros fatores climáticos que antes acreditavam ser alterados pelos deuses;
Também inventaram a moeda para realizarem trocas abstratas sem a necessidade de trocar uma mercadoria por outra; inventaram a escrita alfabética para firmar com mais clareza assuntos que antes eram firmados verbalmente; inventaram a política para que cada pessoa pudesse expor seus pensamentos;
Por último, o surgimento da vida urbana que favoreceu o artesanato, o comércio e o nascimento de classes de comerciantes.
A filosofia dessa forma surge para explicar racionalmente a origem e as transformações que ocorrem. Inicialmente, os filósofos acreditavam que tudo o que havia era originado a partir da natureza “physis”
Após algum tempo, as pessoas passaram a questionar a veracidade dos mitos contados pelos poetas, pois conseguiram perceber que as explicações dadas sobre a origem de todas as coisas eram contraditórias e limitadas. Para a percepção das contradições e limites, contaram com algumas condições:
Os gregos realizaram algumas viagens marítimas e perceberam que os locais habitados por deuses, heróis, titãs e outros seres mitológicos, como dizia o mito, eram povoados na verdade por outros seres humanos;
Os gregos conseguiram calcular o tempo inventando o calendário como forma de prever frio, calor, sol, chuva, seca e outros fatores climáticos que antes acreditavam ser alterados pelos deuses;
Também inventaram a moeda para realizarem trocas abstratas sem a necessidade de trocar uma mercadoria por outra; inventaram a escrita alfabética para firmar com mais clareza assuntos que antes eram firmados verbalmente; inventaram a política para que cada pessoa pudesse expor seus pensamentos;
Por último, o surgimento da vida urbana que favoreceu o artesanato, o comércio e o nascimento de classes de comerciantes.
A filosofia dessa forma surge para explicar racionalmente a origem e as transformações que ocorrem. Inicialmente, os filósofos acreditavam que tudo o que havia era originado a partir da natureza “physis”
RESUMO Uma breve exploração da relação entre a Filosofia e a Religião, em
particular os conceitos de Heidegger.
Palavras-chave: Filosofia, teologia, religião, Deus,
onto-teo-logia.
Introdução:A relação histórica entre a filosofia
e a religião é conturbada. No presente texto apresento uma breve exploração
dessa relação culminando no pensamento heideggiano que trouxe uma nova interpretação
propondo uma fusão onto-teo-logica marcando a superação da
metafísica tradicional, histórica.
Filosofia, o pensar racional do
mundo, nasceu do afastamento das academias gregas da crença nos deuses
mitológicos. A busca de entender o mundo pela razão sem o recurso do misterioso e
a possibilidade de designar o inexplicável à vontade dos deuses marcou
o início de um diálogo, que por vezes transformou se em guerra acirrada,
entre a fé e a razão! Desde a antiguidade o pendulo do
pensamento filosófico, ora destaca a religiosidade (teísmo) ora o secularismo
(ateísmo), em cada era ele reflete a caminhada do homem na busca pelo
conhecimento de si mesmo e do mundo em que vive, e incluído nessa caminhada é a
busca do homem para um Deus, qualquer que seja seu nome.
A pesar da critica dos deuses, o
conceito de um Deus (um ser supremo etranscendental) está
presente na filosofia antiga, notavelmente no pensamento aristotélico. Na obra
Metafísica, o filósofo desenvolve o pensamento a cerca do primeiro motor, para
ele “o motor imóvel, quer dizer, Deus, ou o ato puro que é a causa de toda
mudança e de todo devir no mundo, mas sem estar ele próprio sujeito à mudança”
(Metafísica III, 8)[1].
O pensamento da Idade Média é marcado
pelo surgimento dos “monoteísmos e encontro com a filosofia grega” [2]. A Europa
ocidental, onde o cristianismo dominou desde os dias do império romano, foi o
palco do diálogo entre a teologia e a filosofia marcado pelo neo-platoniso, a
filosofia sendo considerada pelos Padres da Igreja como a serva da
teologia. Esse encontro resultou numa verdadeira fusão entre
a filosofia e a teologia cristã, sacramentada nas obras das Escolásticas,
principalmente São Tomas de Aquino. O Ser Supremo de Aristóteles tomou a roupagem do
Deus do cristianismo.
A modernidade foi marcada pela
secularização e um novo distanciamento entre pensamento filosófico e a
teologia. A razão e a fé mais uma vez ocuparam espaços distintos e o Deus da
filosofia não é mais o Deus divino, objeto de adoração de culto do
cristianismo, judaísmo ou islamismo, “é a causa como causa sui. [...]
A este Deus não pode o homem nem rezar nem sacrificar.” (Os Pensadores –
Heidegger – 1999, p.199).
Uma
nova metafísica!
Hegel faz uma afirmação sobre a
relação entre a Filosofia e a Religião capaz de fazer os filósofos
modernos virarem em seus túmulos, ele chega a declarar que a
filosofia e a teologia são a mesma coisa, ele considera a filosofia como
“teologia racional” – “Deus é o princípio de todas as coisas e o fim de todas
as coisas; (tudo) inicia em Deus e retorna para Deus. Deus é um e o único objeto
da filosofia [...] Assim, filosofia é teologia”. O desenvolvimento
do conceito da aproximação da filosofia e teologia é encontrado no pensamento
do Heidegger. De acordo com Heidegger, a filosofia e a religião em
comum com as artes, buscam por caminhos diferentes “as causas últimas” [3], ou seja, tem a
mesma finalidade.
A filosofia, como a arte e a
religião, é afazer humano-além humano de primeira e última importância. [...] a
filosofia situa-se necessariamente no esplendor da beleza e no liminar do sagrado
(Heidegger- 1930).[4]
Na primeira etapa de sua vida
profissional, principalmente no livro “Ser e Tempo” Heidegger aparenta ateísmo,
no segundo período o conceito é outro, como enuncia Reginaldo José dos Santos
Júnior.[5]
Se a leitura
de Ser e Tempopossibilitava uma interpretação de Heidegger como um
ateu, ou como indiferente à questão de Deus, neste segundo período as suas
obras possibilitam outra interpretação. Nesses textos, parece ser possível
afirmar que Heidegger não nega a existência de Deus, nem tampouco lhe é
indiferente. (p.2)
Heidegger de fato entende que o
pensamento filosófico desde Platão nada mais é de que uma onto-teo-logia a
busca pelo Deus, o fundamento de todas as coisas, seja esse Deus o primeiro
motor imóvel de Aristóteles, acausa sui do Kant ou até os
humanistas em cujo pensamento o ser humano toma o lugar de Deus. O pensamento
heideggiano afasta da filosofia o Deus cristão que dominava a filosofia na
Idade Medieval e moral cristã que permeavam o pensamento filosófico da
modernidade, mesmo nas obras de filósofos que negavam e propõe um retorno à
busca pelo “ser”.
Conturbada, colorida e viva a relação
entre a Filosofia e a Religião oscila entre o amor e o ódio, o respeito e
desprezo, cada época determinando a natureza do “Deus”, cada geração na busca
da “causa última” para dar sentido à vida
Arte com filosofia
arte e' uma das formas que
o homem encontrou para filosofar com seus sentimentos. Uma obra é arte se, E só
se, exprime sentimentos e emoções do artista. A filosofia da arte é, por sua
vez, formada por um conjunto de problemas acerca da arte, para a resolução dos
quais concorrem diferentes teorias.
São também as teorias mais antigas e que, embora com um menor poder explicativo, gozam de uma popularidade assinalável.
São também as teorias mais antigas e que, embora com um menor poder explicativo, gozam de uma popularidade assinalável.
"Alberto Caeiro, um dos
heterônimos do poeta Fernando Pessoa, leva-nos ao âmago da arte quando escreve:
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar
pelas estradas
Olhando para a direita e
para a esquerda,
E de vez em quando
olhando para trás…
E o que vejo a cada
momento
É aquilo que nunca antes
eu tinha visto,
E eu sei dar por isso
muito bem…
Sei ter o pasmo
essencial
Que tem uma criança se,
ao nascer,
Reparasse que nascera
deveras…
Sinto-me nascido a cada
momento
Para a eterna novidade
do Mundo.
Arte e
Filosofia
Do ponto de vista da Filosofia, podemos falar em dois grandes momentos de teorização da arte. No primeiro, inaugurado por Platão e Aristóteles, a Filosofia trata as artes sob a forma da poética; no segundo, a partir do século XVIII, sob a forma da estética.
Arte poética é o nome de uma obra aristotélica sobre
as artes da fala e da escrita, do canto e da dança: a poesia e o teatro
(tragédia e comédia).
A palavra poética é a tradução para poiesis, portanto,
para fabricação. A arte poética estuda as obras de arte como fabricação de
seres e gestos artificiais, isto é, produzidos pelos seres humanos.
Estética é a tradução da palavra grega aesthesis, que significa conhecimento sensorial, experiência, sensibilidade.
Estética é a tradução da palavra grega aesthesis, que significa conhecimento sensorial, experiência, sensibilidade.
Foi empregada para referir-se às artes, pela primeira
vez, pelo alemão Baumgarten, por volta de 1750. Em seu uso inicial, referia-se
ao estudo das obras de arte enquanto criações da sensibilidade, tendo como
finalidade o belo. Pouco a pouco, substituiu a noção de arte poética e passou a
designar toda investigação filosófica que tenha por objeto as artes ou uma
arte.
Do lado do artista e da obra, busca-se a realização da beleza; do lado do espectador e receptor, busca-se a reação sob a forma do juízo de gosto, do bom-gosto..
Do lado do artista e da obra, busca-se a realização da beleza; do lado do espectador e receptor, busca-se a reação sob a forma do juízo de gosto, do bom-gosto..
-Senso
Comum-
Senso comum significa um
tipo de conhecimento adquirido pelo homem a partir de experiências, vivências e
observação do mundo. É uma forma de conhecimento vulgar ou popular. Se
caracteriza por conhecimentos empíricos acumulados ao longo da vida e passados
de geração em geração.É um saber que não se
baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo
de assimilar informações e conhecimentos úteis no cotidiano.O senso comum é uma herança
cultural que tem a função de orientar a sobrevivência humana nos mais variados
aspectos. Através do senso comum uma criança aprende o que é o perigo e a
segurança, o que pode e o que não pode comer, o que é justo e o que é injusto,
o bem e o mal, e outras normas de vida que vão direcionar o seu modo de agir e
pensar, as suas atitudes e decisões. Também faz parte do senso
comum os conselhos e ditos populares que são tidos como verdades e seguidos
pelo povo. Por exemplo: “Deve-se cortar os cabelos na lua crescente para que
cresçam mais rápido”.
Senso comum e senso crítico
Enquanto o senso comum está
associado ao conhecimento irrefletido, o senso crítico é baseado na crítica, na
reflexão, na pesquisa e no pensamento. As informações são analisadas com
inteligência para se tentar chegar a uma conclusão.
Filosofia-
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O que é a filosofia?
Olhos sempre despertos, a coruja é o símbolo da filosofia A filosofia surge na Grécia Antiga como uma atividade especial do homem sábio, o amigo do saber (filo + sophia = amor à sabedoria). Desde então inúmeras foram as tentativas de definir exatamente o que procura e o que faz um filósofo. Todos reconhecem a sua importância e a imensa utilidade, são porém imprecisos e divergem em relação a determinar qual a sua verdadeira ciência. Aristóteles, discípulo de Platão e fundador do Liceu, uma escola voltada para o saber e a ciência que ele instalou em Atenas no século IV a.C., fez uma das mais claras exposições sobre as qualidades da filosofia.
O filósofo é um conhecedor
A principal característica que Aristóteles vê num filósofo é que ele não é um especialista. O sophós, o sábio, é um conhecedor de todas as coisas sem possuir uma ciência específica. O seu olhar derrama-se pelo mundo, sua curiosidade insaciável o faz investigar tanto os mistérios do cosmo e da physis, a natureza, como as que dizem respeito ao homem e à sociedade. No fundo, o filósofo é um desvelador, alguém que afasta o véu daquilo que está a encobrir os nossos olhos e procura mostrar os objetos na sua forma e posição original, agindo como alguém que encontra uma estátua jogada no fundo do mar coberta de musgo e algas, e gradativamente, afastando-as uma a uma, vem a revelar-nos a sua bela forma e esplendor (a verdade entre os gregos está associada ao belo).
O que vem a ser um sábio?
O que distingue o sábio é que ele tem o conhecimento das coisas mais difíceis. Entender que o fogo queima ou que a chuva molha é algo comum a qualquer um pois sentir, ter sensações, é algo universal entre os homens, mas possuir as noções mais exatas das causas últimas e ser capaz de dar conta delas, transmitindo-as pelo ensino, esse sim é um apanágio, uma virtude do homem sábio. Ele também se distingue do teólogo na medida em que o seu objetivo e atingir a verdade e não forjar um dogma (algo que não se pode discutir ou questionar) Em seguida, em decorrência lógica do que foi dito, a filosofia para Aristóteles é, por assim dizer, a mãe de todas as ciências, porque ninguém impõe critérios a ela. Ao contrário, se existem regras, se existem parâmetros para chegar a algo específico, é a filosofia quem os estabelece, pois é do dedutivo, do geral, que partem as linhas orientadoras que guiam a mente do homem em direção a um determinado conhecimento. |
Ciências
A filosofia da ciência é a disciplina filosófica que estuda criticamente os fundamentos da ciência em geral ou de uma dassuas disciplinas em particular. É difícil afirmar, de maneira geral, quando surge com exatidão a filosofia da ciência, já queé uma disciplina que, embora de modo implícito, parece ter percorrido todo o caminho da própria filosofia desde o períodogrego, altura em que os filósofos foram frequentemente cientistas, quer dizer, estudiosos da natureza. Mas,restritamente, a filosofia da ciência parece ser bem recente, podendo ser situável a partir do kantismo. Como éevidente, esta catalogação só pode ser entendida de modo provisório, pois que facilmente poderemos encontrarreflexões sobre a ciência, esparsas aqui e ali, ao longo da nossa história ocidental.
Se a ciência é aquela disciplina que procura, em primeiro lugar, explicar a natureza e o seu proceder e, em segundolugar, manipular os conhecimentos derivados dessa explicação para obter determinados resultados; se a ciência é estadisciplina teórica e prática, subdivisível num crescente número de outras disciplinas particulares, a filosofia da ciência éaquela disciplina que se debruça sobre o problema do conhecimento adquirido por ela, sobretudo hoje que a verdadecientífica é tão provisória - a este aspeto se chama epistemologia.
Há ainda uma outra função da filosofia da ciência neste domínio e que diz respeito à busca de uma estrutura global quenos dê a explicação das leis do universo no seu todo. Esta tarefa parece gradualmente mais difícil, depois dos esforçosdo final o séc. XIX e início do séc. XX, pois surgiram tantas disciplinas novas, em áreas tão específicas que parecedifícil, cada vez mais, a ambição de um Edgar Morin, por exemplo, ao pretender a sistematização unificante de todos osconhecimentos das diferentes ciências. A filosofia da ciência tem ainda como preocupação o estudo do método dasciências e suas virtualidades.
Resta-nos referir a posição de Leonardo Coimbra, o fundador da primeira Faculdade de Letras do Porto, um dos filósofosque melhor dominava os conhecimentos das ciências, mesmo a nível internacional, que afirmava que à filosofia cabia opapel de unificação dos saberes dessas ciências, já que cada saber específico tende a fechar-se em si próprio, podendoentão a filosofia desempenhar aí uma função essencial, desde que não esteja subordinada e dependente da ciência.
Se a ciência é aquela disciplina que procura, em primeiro lugar, explicar a natureza e o seu proceder e, em segundolugar, manipular os conhecimentos derivados dessa explicação para obter determinados resultados; se a ciência é estadisciplina teórica e prática, subdivisível num crescente número de outras disciplinas particulares, a filosofia da ciência éaquela disciplina que se debruça sobre o problema do conhecimento adquirido por ela, sobretudo hoje que a verdadecientífica é tão provisória - a este aspeto se chama epistemologia.
Há ainda uma outra função da filosofia da ciência neste domínio e que diz respeito à busca de uma estrutura global quenos dê a explicação das leis do universo no seu todo. Esta tarefa parece gradualmente mais difícil, depois dos esforçosdo final o séc. XIX e início do séc. XX, pois surgiram tantas disciplinas novas, em áreas tão específicas que parecedifícil, cada vez mais, a ambição de um Edgar Morin, por exemplo, ao pretender a sistematização unificante de todos osconhecimentos das diferentes ciências. A filosofia da ciência tem ainda como preocupação o estudo do método dasciências e suas virtualidades.
Resta-nos referir a posição de Leonardo Coimbra, o fundador da primeira Faculdade de Letras do Porto, um dos filósofosque melhor dominava os conhecimentos das ciências, mesmo a nível internacional, que afirmava que à filosofia cabia opapel de unificação dos saberes dessas ciências, já que cada saber específico tende a fechar-se em si próprio, podendoentão a filosofia desempenhar aí uma função essencial, desde que não esteja subordinada e dependente da ciência.
Obs: alguns texto serão encontrado em outros sites,separados, pois foram pegos para fazer trabalho de escola. Não lembro quais foram os sites. Obrigado pela atenção
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